Últimas Palavras


Calor que me transfigura,
me queima, mas não é secura
- a densa, rica substância
que escorre, corre, mas,

não há distância...

Não há como fugir desse ciclo
com o qual religo-me ao princípio:
Ananda, meu filho, o êxtase divino,
sonho menino - único, vibrante -

reluzindo no céu
de meu destino...

Amor que me transforma,
traduzindo o pacto que outrora
destruímos - e o que sou, redimindo-me?
Eterna impermanência...


_FIM_

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