Ananda é uma criança celestina.
Ainda não anda, mas já caminha
pelo firmamento, montado no vento.
Ainda não fala, mas escuto-o no
zumbido infinito da concha do ouvido.
Ainda nem nasceu porém é tão grande
e radiante como um diamante ígneo
reluzindo no céu do meu destino vivo.
Chega a noite, e os guardiões guardam
os portões do templo, nenhum movimento.
Queimo por dentro de felicidade e
lamento pelas cidades que não a vêem.
Ananda é uma criança intuída fluída.
Ele dança no espaço vazio e descansa
no infinito.
Ananda, aliança com a vida.
A lama assenta-se e esclarece a correnteza.
Límpida água que consagra sunyatha,
Ananda, criança amada...