São, do meu sangue,
dos meus sonhos
para a dualidade
ele emerge desses
mares,
do que seja
profundidade,
gruta grotesca,
gutural permeio -
meu ventre,
sem véus...
Consciência
que nasce,
irrompe em berro -
no principío era o verbo,
mas o verbo não se satisfaz!
Quer mais, quer o eterno,
e eu com ternura o acalento
e conservo-o com minha seiva:
meus versos,
meu avesso,
o contrário -
que eu desconheço o tom
- mas percebo as nuanças
quando fecho os olhos
e olho para o sol...
Vermelho...
Menino azul,
você é
vermelho
por dentro!
Todos vocês!
São, dos meus sonhos
para a realidade, a cor,
o acorde, o acordar,
a coroação
da nobreza:
a pureza
da percepção!
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