Ananda
nasceu.
Primeiro, pari
só os olhos,
brilhantes jóias.
Me acompanharam por
muito tempo em silêncio.
Depois vieram os membros,
como hordas ordenadas -
Já era praticamente
independente até
chegarem suas palavras...
Até me dizerem o que queriam,
À que veio...
Ainda mantenho-o com o sumo
de minhas veias,
alimento em brasa,
mas já nasceu,
povoou-me,
sou sua casa...
E ele fala.
Manso, como quem
não quer nada,
vai, mão, trabalha,
vai, mente, não mente,
não disfarça,
mãe,
não dá uma de louca!
E ri... Eu afoita,
Ananda - e sua fala mansa
- me conduz!
E eu alimento-o de luz,
mas ele é a luz!
Sou um pavio...
Só um istimo:
meu filho, continente
nascente...
Diamante radiante,
indestrutível,
infinito
brilho...
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