Indivisíveis


Etérea esfera
que desafia a 
espera, meu filho
invisível,

inseparável
companheiro,

derradeiro vício.

O tempo todo o vigio,
observo seus
passinhos,

meu coração batendo -

o magma ardendo,

o princípio,

cio ígneo,

ardil adamantino,
o primeiro continente
do mundo, precioso

ardor profundo 
e intermitente

de quem sente
a vida 

crescendo e

o ventre
se expandindo

em um novo coração,

vaso misterioso

que secreta 
o infinito.

Ressoa o inaudito.

Ser e não ser,
em uníssono.

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