Ananda
é um sonho
sensível,
menino
sibilino.
Ananda
é meu mestre
e meu filho,
meu fim,
meu princípio.
Ananda
não é nada
que se compare
na paisagem,
é real
felicidade
- em vão
os homens
se comprazem
sem conhecer
o verdadeiro
prazer...
Que se expanda,
que nasça Ananda,
que venha
a ser
- eu, a me
desfazer...
Sou pedaços,
acasos, casos,
cascos feridos,
Ananda sou seu cavalo,
galope fundo meu corpo,
aprofunde-me,
vales, resvalem
em meus sentidos -
me enternecem,
me instigam...
A nostalgia do
êxtase é um continente,
é o paraíso!
O filho da dor
é o amor
por este mundo!
O percorrerei vigorosamente,
trotando em torno de seu trono
até devolvê-lo
à graça divina
que me anuncia
este absurdo!
Por quê
é tão bonito,
esse filho...
Se foi, seria
tão difícil
re-tê-lo...
Ou, fosse de outro jeito,
eu saindo, em aforismos,
trejeitos,
cabelos ondulados,
covinhas,
flor d'água
tocada pelo
vento...
Eu sem jeito,
me surpreende
esse menino...
E pra sempre
será de mim
o brilho
adamantino
do mais
puro desejo:
o último
e o primeiro,
meu pequeno
grande homem...
Ananda,
a alegria
que assanha
meus dias!
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